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NOTE: this post was intentionally reported in Portuguese to enhance local cultures by sharing with the people at Maçal do Chão, where this event took place. For the automatic translation – with all the virtues & limitations we know –, click here and have some extra fun ;)»

Estes registos são como que um apontamento paralelo inspirado nos saberes e sabores locais, que ora estreia com Maçal do Chão, uma pequena aldeia na região da Serra da Estrela, a propósito da realização do sprint Abraçaum@rvore que propus aos labs AZ.

A proposta do património natural envolvente de Maçal do Chão no contexto do projecto de investigação RTiVISS tem origem no facto de ser uma das áreas de maior risco de incêndios florestais, onde o meu pai, Fernando Mendes, tem vindo a desenvolver um projecto de reflorestamento em mais de uma centena de hectares que se estendem pelas Quintas das Bocas, de Santo André, e das Mestras, incluindo o “talegre” no cimo do monte, um marco geodésico a assinalar o ponto mais alto daquela zona.Trata-se de uma localidade situada na região da Serra da Estrela, no interior Norte de Portugal, sob o enquadramento geográfico do distrito da Guarda e do Concelho de Celorico da Beira, onde os incêndios florestais têm devastado drasticamente os seus singulares tons de verde – uma tendência decrescente nos últimos anos devido a projetos de reflorestamento local e os trabalhos de manutenção de limpeza.

Reunem-se assim as condições de acessibilidade numa propriedade privada disponível para os testes piloto a realizar e para a sua inclusão como referência a um não-lugar.

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As espécies de ávores que crescem nestas florestas incluem pinheiros, azinheiras, castanheiros, cerejeiras, plátanos, cedros.

Houve oportunidades de saborear os produtos locais, desde o reconhecido queijo da serra, ao chouriço, pão de trigo, e frutos da época, especialmente os figos e uvas em estação de vindimas, e ainda as ameixas e as amoras que restavam do Verão. Como não há tempo para tudo, as perfumadas “bravo esmofo”autóctones da Beira Alta que tínhamos à nossa espera nas macieiras do Ribeiro do Salto terão que ficar para outra altura… ai, ai.

O nosso extremoso anfitrião e autor do projecto de reflorestamento que deu mote a esta investigação, Fernando Mendes, assumiu com excelência o papel de chef, preparando-nos deliciosas refeições que incluem: javali caçado na floresta que reportamos com acompanhamento de batatas novas da aldeia, bacalhau no forno regado com o imaculado azeite de acidez “0” das suas oliveiras, e ovos caseiros da vizinhança.

Com este programa gastronómico em apenas um fim-de-semana, claro está, sabotou completamente os planos iniciais, que eram 48h apenas com breves pausas, em ritmo de sprint AZ. Deixo este comentário em jeito de confissão para expressar o meu propósito inicial, já que não tive quorum, pois as propostas do meu pai suscitaram a incondicionada adesão de todos os outros membros.

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Teve como cúmplice a minha tia Graciosa, que fez a sopa de feijão verde e a de couve, ambas com legumes das hortas locais, e também as saladas com tomate “coração de boi”, o melhor de que há notícia ;)

A complementar estas divagações pelos sabores da horta, levou-nos a observar umas texturas que se assemelhavam a um rendilhado:

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… intrigante para abóboras, há que reconhecer!

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O Ricardo que, pensava eu, iria manter a ideia espartana de trabalho contínuo na sua qualidade de coordenador dos sprints, limita-se a afirmar: “épico!”
…Bom, com uns figos desta natureza, não há quem resista :)))

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Para além de ter tirado os geeks do seu habitat natural, o passeio para registos até à Quinta de Santo André e Quinta das Bocas teve ainda momentos de pausa para apanhar amoras silvestres, colher uns sacos cheios de figos suculentos e para fechar os olhos e contemplar a doce melodia do canto dos pássaros e de dezenas de chocalhos de um rebanho que pastava ali perto em contraste com o silêncio pacífico que nos rodeava.

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E o final feliz é que, além de tudo isto, cumprimos os objectivos a que nos tínhamos proposto neste sprint: a versão do sensor capacitivo resulta, o software está esboçado no openframeworks, e as tarefas subsequentes que requeriam a utilização de equipamento que não estava ao nosso alcance nessa altura, como os xbees e as tais resistências de 10Mohm, ficaram definidas para conclusão – muito, muito em breve :))))

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3 thoughts on “Saberes & sabores do Maçal do Chão » Sprint AZ

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